janeiro 08, 2010

>>>>>>>>>>>>>>>>>quero ser o herói<<<<<<<<


o que me contas gageiro ?

eu quero ser pirata
em barco atracado
de espada em riste
como o Errol Flynn,
num ecrã furtado
quero ser o herói
corsário impune
salteador do erário,
espertalhão quero ser
de lenço maltês
manhoso assumido
velhaco de mim,
ah . . .no Gavião dos Mares
eu fui o amor
de Brenda Marshall,
não me levem a mal
mas eu sou o maior.
poema-fotos-video:poetaeusou

janeiro 06, 2010

>>>>>>>>>>>>>>>>>> Seara do Mar<<<<<<<<<<


olhai a seara !!!


anda,
vem ver a seara
ondas tacteadas
ceifando as marés,
olha,
a alva farinha
dos trigais salgados
saindo das vagas
cheirando a maresias,
escuta,
os pardais do campo
pescando o trigo
no mar do restolho,
desfolha,
na eira comigo
as marinadas espigas
que nos alimentam
nos malhadouros da vida.
poema-fotos-video:poetaeusou

janeiro 04, 2010

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>esgotei musas<<<<<<<<


chorei o Eco silenciado

és a falésia
que eu desenhei
limando as fragas
que me feriram,
entre penhascos
moldei as pontes
quebrando abismos
que nos separavam,
esgotei musas
nas tuas vertentes
gritos alados
feitos revolta,
chorando
o eco silenciado,
quente, vibrado,
que me sufoca.
poema-fotos-video-poetaeusou

janeiro 01, 2010

>>>>>>>>>>>>>>>na busca do peixe amor<<<<<


sabes ? o mar é um poema !

medito o mar
entre a ilusão e o horizonte
filtrando realidades
nas palavras sem sentido
no cais das minhas partidas,
de onde navego
na barca da fantasia
com redes desenleadas
deambulando os pesqueiros
na busca do peixe amor,
que é meu, é teu, é de todos .

poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 29, 2009

>>>>>>>>>>>>>meus olhos gritando<<<<<<<<<<


brumas solarengas . . .

meu olhar difuso
esquadrinha visões
procura infinita
de alados prenúncios,
buscas incontidas
perscrutando as brumas
emaranham os dias
desnudados de sol,
meus olhos gritando
em discretos mutismos
voarão sem asas
ao encontro da luz.
poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 26, 2009

>>>>>>>>>>>>>abutres de asas surdas<<<<<<<


Natureza, minha Mãe

olhai os rebentos e raízes
dos troncos distribuindo vida
segurando e renovando as ramagens
fonte oxigenada da existência,
homem, quando te convences
que a Terra não te pertence ?
vou arriscar uma pergunta,
os grandes decisores terão filhos ?
e se os têm pensarão neles ?
fartem-se senhores do mundo
nos seus banquetes de células vazias,
abutres de asas surdas
pelo ranger dos cofres que os amarram
em cheiros de pestilenta corrupção,
vegetarão acorrentados ao extermínio
que vêm semeando por onde passam,
digam-me deuses da destruição,
se saberão libertar o pensamento
e voarem na vastidão dos sonhos
que nos querem roubar ?
e que nos poemas que ignoram,
feitos canteiros vadios,
o pólen se perpetua ?
não esqueçam senhores tiranos,
que atrás dos tempos vêm tempos
e que outros tempos hão-de vir . . .
poema-fotos.video:poetaeusou

dezembro 22, 2009

>>>>>>Feliz Natividade endosso do meu cantinho<



desejo-lhes vendavais de estima
ternura e carinho da prudência
nas tempestades de serena amizade,
auguro a liberdade colorida
aglutinando as telas da pureza
em vagas multicores da gratidão,
vamos cultivar o respeito
nas searas da dignidade e sabedoria
ceifar o joio, que suga a realidade
colhendo a paz, saúde e igualdade,
nos desenfreados trigais da poesia .
foto, video e texto: poetaeusou


dezembro 21, 2009

>>>>>>>>>chegou o Inverno, espalhando calor <<<


olhai o mar de inverno

na espera gelada
senti chegar o calor,
canículas por hibernar
no solstício de Inverno,
vejo a friagem de Agosto
desfolhar os arvoredos
congelando labaredas
na quentura dos nevões,
ouço o estio invernoso
na neve das debulhadas,
restolho de quentes folhas
cantando o frio dos trigais
no verão dos meus encantos.
poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 19, 2009

>>>>>>>>>>>>>das ondas secas da vida<<<<<<<


o mar tacteando a areia

contemplei
nas grades do teu olhar
a pele das minhas suplicas,
vocábulos inadvertidos
da opressão que detinha,
engendrei
entre janelas ripadas
e as frinchas intemporais,
a prisão dos meus silêncios,
espantalhos ocultando
os fadários que me feriam
nas constelações já extintas,
libertei-me
das ondas secas da vida
travestindo os desencontros,
discrepâncias naufragadas
no banquete dos teus abraços.
poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 16, 2009

>>>>>>>>>>>>>>>e ás falésias jurarei<<<<<<<<<

falésimar

podes vincar o vazio
no desdém que me devotas
esculpindo a tua ausência,
porém nada me impede
de rebentar as amarras
que atam a tua indiferença,
trilharei o meu caminho
soletrando os meus poemas
que tu teimas em não ler,
jamais irei desistir
e ás falésias jurarei,
não vou mais imaginar-te
porque quero a tua presença.

poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 14, 2009

>>>>>>>>>>>>>>>Primavera quero ser<<<<<<<<













....
primavera

quero acordar Primavera,
ser flor, fragrância e cor
pólen de pétalas inventivas
no canteiro dos pensamentos,
quero odores vadios
nos vasos de terracota
amor-perfeito incensado
esposando violetas,
quero seiva inspiradora
clorofilando folhagens
rebentos de arte abstracta
nos jardins do teu olhar .
poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 12, 2009

>>>>>>>>>>>>carpindo as memórias<<<<<<<<<

A gaivota faz hoje anos, Parabens mês de Agosto !!!

pincéis pigmentados

nas asas das nuvens
navegam poemas
sílabas desfraldadas
enchendo mensagens,
pincéis pigmentados
partilhando as cores
tracejam nas telas
crepúsculos perdidos,
olha o suco espumoso
carpindo as memórias
torrentes maduras
engrossando o tempo.
poemas-fotos-video:poetaeusou

dezembro 10, 2009

>>>>>>>>>>>>>meu deus das falésias<<<<<<<<


eu quero aloés aos molhos !

nas franjas do nada
invento ilusões
estradas vermelhas
de aloés selvagens,
és flor desprezada
pigmento sanguíneo
esverdeando sorrisos
da esperança perdida,
dá-me a tua força
aloé desperto,
meu deus das falésias
protector das areias
nas erosões do tempo,
raízes enérgicas
alapando as escarpas
teias ressurgidas
nos meus labirintos .
poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 07, 2009

>>>>>>>>>>>>>>>peço-te que mergulhes<<<<<<


ao fim da tarde . . .

porque te escondes
na porta fechada
ocultando os medos
nas grades do tempo ?
porque me negas
o direito de te ver
no portão esculpido
do meu desespero ?
peço-te que mergulhes
nos libertos caminhos
trilhando as claridades
que de mim emanam,
são mantos luzentes
cintilando enlevos
enigmas brilhantes
que esperam por ti.
poema-foto-video:poetaeusou

dezembro 04, 2009

>>>>>>>>>>>>ouvir, musicar e ver o mar<<<<<<<


espumado video

vem, vem ouvir,
a orquestra de espuma
solfejo volatilizado
pautando as maresias,
vem, vem musicar,
as guitarras de algas
dedilhando rochedos
nas escalas da memória,
vem, vem ver,
lavores de fios de água
de bordados debruados
rendilhando as loucuras
ancoradas nas marés.
poema-fotos-video:poetaeusou

dezembro 02, 2009

>>>>>>>>>>>>>>>se eu fosse um barco<<<<<<<<


na foto e no video . . . a dualidade do Mar

se eu fosse um barco
retomava os achados
partindo á descoberta
do sonho que em ti perdi,
embarcava os meus afagos
de querenças estreitadas
dissolvendo tuas recusas
no temporal dos teus olhos,
ai ! se fosses a caravela
dos porões inesgotáveis,
os teus gestos de canela
e o caril do meu sangue
apimentavam os desejos
entre a seda esmeraldina
e a pérola que existe em ti.
poema-fotos-video:poetaeusou.

novembro 30, 2009

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> á tardinha <<<<<<<<<


entardecer . . .

nada me impede
de vestir-me de ocaso
e de libertar
as palavras amarradas,
tenho a dimensão
do desejo de ser tudo
rejeitando o limiar
das ambições retraídas,
sou a acendalha
da lareira que tu és
crepúsculo que me atrai
nos intemporais segredos
sem noites nem madrugadas .
poema-fotos-video:poetaeusou.

novembro 28, 2009

>>>>>Relembro Redol com palavras já ditas . . .<

naquele tempo . . . era assim !
Alves Redol
escultura de: José Dias Coelho, que Zeca, assim cantou . . .
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai .
***
40 anos da morte de Alves Redol
> Alves Redol 29-12-1911 - 29-11-1969 < *****

>>>> nunca te esqueço, imberbe, foi há um ror de anos, tenho sempre presente, parece que foi “amanhã”, Biblioteca da Nazaré, entro, boa noite meus senhores, o sr. Abel sempre presente, na companhia do seu amigo, Alves Redol, corro para as estantes, ouço uma voz, como te chamas… migo, Zé respondi, e eu António, o que vais escolher ? mais um livro do Júlio Verne, retorqui. Eu posso indicar um ? pode sr. Redol, eu até agradeço, sabes o meu nome? quem não o sabe na Nazaré . . .vais ler estes, lês um pouco de cada, vais gostar da experiência, e senti um estranho estímulo, quando recebi das mãos de Redol, Os Esteiros, do Soeiro Pereira Gomes e Quando os Lobos Uivam, de Aquilino, ouvindo estas palavras, Zé,
os lobos não são aqueles que estás a pensar, esses em que pensas,
só atacam com a fome, cuidado com os outros com duas pernas,
os insaciáveis.
<<<>>>
“ Amigo Redol, encontrei muitos lobos de enormes bocarras …
e continuam a pulular . . . a enxamear, talvez . . . ”
*****
> uma parte da obra de Redol < «» gaibéus, marés, os avieiros, fanga, barranco de cegos, anúncio, reisnegros, porto manso, horizonte cerrado, os homens e as sombra, vindima de sangue, olhos de água, a barca dos sete lemos, o cavalo espantado, o muro branco, e Uma Fenda na Muralha
Alves Redol quis ver “in loco”, foi á pesca, no barco do Mestre José Formiga Peixe, caiu uma borrasca, grande tormenta, o tio Zé Peixe tremeu com tamanha responsabilidade de ter a bordo o seu amigo Alves Redol, quis aproar a Peniche na altura, um porto mais seguro, confrontado Redol apenas disse, mestre sou apenas mais um camarada que está a bordo, vamos para a Nazaré. O mar da Nazaré, prestou homenagem aos pescadores que engoliu durante séculos, e fez uma MURALHA entre o barco e o areal nazareno, fazendo sentir na pele de Redol, o quanto era desumana a forma como os pescadores ganhavam o seu sustento, mas . . . quem dirigia o barco era um mestre que respeitava o mar, Zé Peixe, esperou, esperou, pelo intervalo das 7 ondas, respeitou o mar, no chamado raso, enquanto o mar se espreguiçava, aproou ao areal, levando Redol a gritar,
Mestre Zé Peixe, isto é uma autentica fenda na muralha ...
*****
Texto : poetaeusou . . .
*****
***
*
Para Redol, um Poema do seu amigo António Salvado
*
barcos sem rios os gaibéus desciam
nas veias do silencio e da revolta
e era a viagem de nenhum regresso
na secura dos lábios renasciam
sementes do granito das origens
ou corações de xisto nas lezírias
distantes da saudade e do exílio
e era a viagem de nenhum regresso
levavam no seu rosto esse destino
em fome e nos seus olhos a tristeza
vivia sangue o pranto que se ouvia
pela noite tão longa do seu canto
( desciam até onde não sabiam
qual a viagem do nenhum regresso )
*****
poema de: António Salvado
*****
Porque te esqueceram Redol ?
*****

novembro 25, 2009

>>>>>>>>>>>> na redoma que é minha<<<<<<<<

a amiga São do blogue Compagnon-de-Route
http://mariaguerreiro.blogspot.com/
desafiou-me a indicar
três livros que me tivessem marcado,
eis :
Via Sinuosa de Aquilino Ribeiro
Os insubmissos de Urbano T. Rodrigues
Cristo Recrucificado - Nikos Kazantzakis
(prémio Nobel da Paz em 1956)
*
Passo o desafio a todas as amiga(o)s
que me visitam .
*
quem aceitar, não faça como eu,
indique cinco (5) companheiros
destas andanças . . .
*
muitas conchinhas de obrigados,
--------deixo-vos .---------



sol e mar

rabisquei
uma folha em branco
desenhando palavras
que não entendi
nem a ti
eu te compreendo
vagueio
entre o mar e uma flor
flor que tu és
e sabes
que a quero colher
apenas
para te ver
ou ter
na redoma que é minha
e tua será
quando quiseres .
poema-fotos-video:poetaeusou

novembro 23, 2009

>>>>>>>>>>>>>>> Mar, Mar, Mar - Hoje<<<<<<


revolto mar . . . hoje

o meu rumo é o mar
usurpando os equivocos
nesta imensidão ilógica
em que tudo é ilusório,
nada quero, nada tenho
nas mãos vazias de afagos
limitando os desvarios
aos oráculos das marés,
carrego os quatro ventos
no suor das tuas brumas
enleios perdidos na espuma
pelas ondas, fragmentados.
poema-fotos-video:poetaeusou

novembro 20, 2009

>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>quero ser <<<<<<<<<<


a boa onda . . . surfada !

quero ser o apelo da noite
desprezando as lembranças
em mim transportadas,
quero ser o farol dos teus pensamentos
subindo ao telhado do teu desespero,
quero ser a candeia que te vai guiar
lampião sem luz pintado de breu
confundido enleios em linho de areia,
quero ser o teu eco, surfando instintos
maré inconstante da onda encontrada,
secreta fronteira, do tempo que é nosso.
poema-fotos-video:poetaeusou

novembro 18, 2009

>>>>>>>>>>espólio dos meus poemas<<<<<<<<


nos cais . . . desancorados !

o meu barco de papel
navega no mar de areia
pescando castelos de água
espólio dos meus poemas,
no deserto das espumas
lanço a rede ao desencontro
enredando incompreensões
na escuridão dos luzeiros.
nos cais desancorados
sem abrigo e sem amarras
refúgios são engolidos
por promessas não cumpridas
fomentando os labirintos
ao direito de viver.

poemas-fotos-video:poetaeusou

novembro 16, 2009

>>>>>>>>>>>>>>nas cinzas que sou<<<<<<<<<


Lanzarote
um lago-jardim no seio de um vulcão . . .

quando tu não estás
o mundo se ausenta
sobrando a despedida
de tudo que é meu,
levas os meus sonhos
na memória desfeitos
daquela felicidade
que nunca atingi,
nas cinzas que sou
deixas desesperos,
ventos delirantes
que não assoprei.
poema-fotos-video:poetaeusou

novembro 13, 2009

>>>>>>>>>>>>>>>>poema inacabado<<<<<<<<<

que saudades eu tenho . . . sôdade, sôdade

caminho
entre gestos perdidos
no limbo dos tactos
afagando as esperas,
percorro
as buscas sem nexo
janelas abertas
vazias de ti,
vagueio
no teu olhar fechado
marcado no tempo
poema inacabado
do meu sofrimento.
poema-fotos-video:poetaeusou