o que faço aqui ?
pergunto-me há anos
nesta data em especial,
no principio foi a água
no ventre da minha mãe,
aprendiz de ser me tornei
no âmago da Deusa Terra,
quem sou aqui e agora ?
sei lá quem sou,
nem quero saber !
não vou assumir o hoje
para o amanhã o modificar,
sou o que sou sem o ser,
uma invisível maré
um vai e vem sem sentido,
no querer partir, ficando,
ausente, rumando ao mar,
onde lavo as verdades
das mentiras que sou feito,
sentinela do eu ?
altar do nada ?
não sei e sei !
que sou corpo acorrentado
aos naturais elementos,
de ser o AR navegado
no FOGO do reencontro
TERRA chorada por mim
em sal de ÁGUA encalhada,
desde a chegada sofrendo
a culpa dos meus tropeços,
nas duvidas por descobrir
ocultas nos desencontros
das palavras que não escrevo.
poema e fotos : poetaeusou

















































