bambo as escadas na corda tombada
atravessando a ponte da vida sem vida
no circo sem arena, de que me tornei,
ao alisar degraus fazendo calçadas
evito as portagens que a mim impus
na fuga em frente da estrada sem saída,
procuro as montanhas ao nível do mar
escalada sem tempo no tempo perdido
subindo e descendo á minha procura
procuras diáfanas que escondes em ti,
eu sou a via-rápida, auto-conduzida,
recta infinita, circunvalando meu ego
apenas dispersado pelas tuas recusas,
e na circunvalação da minha amargura
cravam-se espinhos de cravos espinhosos
acessos sem nexo, que alteram destinos,
onde as minhas entradas são a tua saída
desacertando conjugações por ti corrigidas,
banais desencontros que me fazem sofrer
no desencaminho que é o teu viver !
poema e fotos: poetaeuso