a beleza que espalha
estas águas paradas
é simples botox
tapando as memórias
que o homem inundou,
foi a força bruta
amputando sonhos
como a Aldeia da Luz
a que me comparo,
recordo tuas margens
meu rio Arnóia
banhando o Éden
Retiro de mim,
lágrimas transpiradas
na flor de que fui feita
adoptando as mariposas
nos avoengos canteiros
que surripiados foram,
oh, lençol de água
rio cristalino
quem cerceou, o teu deslizar ?
quando transportavas
entre o arvoredo
a tua mansidão,
valsando, contente,
em busca da Foz !
poema e fotos:poetaeuso

















































