julho 07, 2012

nas ruas vestidas

braçadas do destino
troncos de raizes eunucas

sofro,
nas ruas vestidas
de um povo desnudo
acamando indignações
no leito das folhas findas,
canto,
um grito amargurado
nas braçadas do destino
troncos de raízes eunucas
esterilizando a esperança,
geminarei
nos folhedos do provir
botões de ramas sem joio,
searas de côdeas puras
livres de falsos profetas
e fazedores de propósitos,
que algemam as primaveras !
poema e fotos:poetaeusou

26 comentários:

Gisa disse...

As primaveras sempre chegam, apesar das algemas.
Um grande bj

:.tossan® disse...

Nada será como antes, só com as côdeas puras e livres, talvez sejamos um pouquinho que já fomos. A tua grande poesia também bate panelas. Abraço amigo

OutrosEncantos disse...

sofres
sofremos
gritamos, protestamos mais ainda pelos que já perderam a voz na agonia das carências, tantas carências que os deixam dormentes

depois...
depois cantamos (ou fingimos)
para não perder a lucidez

(pela parte que me toca penso que estou quase à beira de a perder)

beijo, Poeta Zé.

GarçaReal disse...

Sofrer, cantar, geminar, na esperança da chegada de uma nova primavera repleta de odores libertos de amarras.

Um poema que é um grito, um alerta da realidade que nos banha nesta altura.

Como sempre és grande no teu poemar.

Em pilipares de esperança te desejo um feliz domingo.

Que prevaleça esta amizade.

Bjgrande do Lago Grande poeta do mar.

Filó disse...

Um grito amargurado e com sentido...pena que não seja ouvido por quem de direito...
Poeta, há sempre que acreditar nas Primaveras que nos sorriem, mas libertas de amarras..

Um Beijinho

Magia da Inês disse...

❤✿•.¸•.¸¸
Indignado mas com esperança...
♡ Boa semana!
Beijinhos.
Brasil
✿•.¸¸✿⊱╮

São disse...

Ainda há povo????

Abraço apertadp, meu querido amigo.

© Piedade Araújo Sol disse...

muito actual, um grito sufocado, mais um...

beij

LUZ disse...

Olá Henrique,

Poema social, nitidamente, social e muito bem estruturado, ENTRELAÇADO, com metáforas e eufemismos.
Gostei muito da primeira fotografia, que encima o seu poema.
A Primavera, chegará, tenho a certeza.
Quase todos gostamos de fado, se calhar, daí o fatalismo e pessimismo.

Saudações de luz.

Isamar disse...

É tempo de sofrimento, amigo, mas também é tempo de esperança porque não a podemos perder. Nunca. Um grito que ecoa em tempo de cólera.

Bem-hajas!

Abraço fraterno

poetaeusou . . . disse...

*
Gisa
,
que venham as primaveras,
sem algemas nem amarras !
,
libertas conchinhas,
ficam,
*

poetaeusou . . . disse...

*
tossan®
,
amigo,
,
feliz seria, se os meus dizeres,
se aproximassem das tuas palavras .
,
Abração,
*

poetaeusou . . . disse...

*
OutrosEncantos
,
a perderes a lucidez ? nem penses,
eu não autorizo . . . srsrsrsrsr.
,
quando escreves
sabe a mar as tuas letras
sílabas de iodo
cosendo as palavras
com linhas de sal .
,
um mar de conchinhas,
deixo,
*

poetaeusou . . . disse...

*
GarçaReal
,
Ai, que me estragas com mimos . . .
,
será que estou ao nível de miguel torga, ary, eugénio de Andrade,
al berto, a. dacosta, gedeão, couto viana, correia d,oliveira, feijó,augusto gil, pessoa, fiama brandão, espanca, cil Vicente, O'Neill,Garcia de Resende, luís Peixoto, Irene Lisboa, gomes ferreira,camões,soror mariana,, teresa horta, natália correia,
rui bello ou GarçaReal .
,
Pilipares poéticos, envio-te !
*

poetaeusou . . . disse...

*
Filo,
minha amiga
,
é isso,
vamos Primaverar, tá ?
,
conchinhas muitas,
ficam,
*

poetaeusou . . . disse...

*
Magia da Inês
,
Amiga,
Nem a Senhora da Aparecida nos salva,
,
Sou caipira, Pirapora
Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
o trem da minha vida, lálálá.
,
aparecidas conchinhas,
deixo,
*

poetaeusou . . . disse...

*
São,
,
povo que lavas
em máquinas electricas,
e retalhas a tua carteira,
nas facturas da EDP . . .
.
apertadas conchinhas,
dou-te,
*

poetaeusou . . . disse...

*
Sol,
eu já não grito,
para não perder calorias . . .
,
conchinhas, muitas,
deixo,
*

poetaeusou . . . disse...

*
LUZ
,
grato fico,
minha amiga,
,
também espero que os ecos de esperança,
que deixo no final do meu escrevinhado ,
em realidade se converta !
,
conchinhas fadistas,
deixo,
*

poetaeusou . . . disse...

*
Isamar
,
É, minha amiga,
vamos embalar no desejo que nos
anima com a esperança de o alcançar !
,
esperançadas conchinhas,
deixo-te,
*

Luís Coelho disse...

Sofro nas ruas
Canto um grito amargurado
Germinarei nos folhedos
A vida é assim mas as Primaveras haverão de suceder-se...

ZéPortugal disse...

O eco do seu "grito amargurado", repercutir-se-à por todas as Estações, as algemas quebrar-se-ão, por mais vil que seja o metal.
Lembre-se POETA, o "sonho comanda a vida", é nosso dever sonhar!

Boa Noite.

☆•.¸.Mildred.¸.•☆ disse...

Àrvores com trancos e ramos tão "tortueux" (sorry, não sei como se diz em português e tenho preguiça de procurar!) como os caminhos da vida!
Obrigada pela partilha de teu lindo texto, amigo poeta.
Teu grito foi certamente levado pelo vento até à fada Primavera que em breve te trará um montão de flores perfumadas.

***
Um beijo grande e uma boa continuação de semana****

poetaeusou . . . disse...

*
Luís Coelho
,
É Vera, a Primavera,
verdadeira, em Praga, na Bastilha, em Havana,
na Pérsia/Irão, Alatotá Khomeini e a católica Irlanda ?
há como sopra a liberdade, na acordada Árabia,
vamos fraternizar o mundo, pode ser ? sabes ?
só existe isolamento, quando não há solidariedade ?
,
um abraço de vizinhança,
fica,
*

poetaeusou . . . disse...

*
Zé Portugal
meu amigo virtual,
vamos ao tu, tá ?
,
o teu grito, grita ,
nas minhas maresias . . .
,
não quero fazer parte
deste palco inventado
(resguardando Moliére)
na areia do meu tempo,
não sou um ontem perdido
nem um futuro por resolver,
sou a ausência controlada
nas procuras do presente . . .
,
marés de firmeza,
ficam,
*

poetaeusou . . . disse...

*
☆•.¸.Mildred.¸.•☆
,
és tão explicita minha amiga .
,
ofereço-te,
,
ver
a mata
procurar
visualizar
o verde em ti
folhas reflectidas
na íris dos teus olhos,
quero sentir o vácuo
das voluptuosidades,
que não herméticam,
as ramagens do poder,
partilhas das ramagens a corar
marulhando no provir das marés
neurónios arrebatando os êxtase
nos misteriosos amores intemporais !
,
marés conchas,
ficam,
*