dezembro 18, 2007
dezembro 17, 2007
dezembro 16, 2007
»»»»»»»»» p o r q u e ? «««««««««
deus das areias
deixa-me amar-te
protector,
das areias nas falésias
das erosões do tempo
das dunas, pelo mar
volto a ti, flor, amor
quero abraçar-te
pretender-te, ser raiz
porque não te amei selvaticamente ?
porque te pedia que não me desses tudo,
dizendo que o nosso amor seria eterno ?
porque contive o meu prazer,
para nos teus olhos, sentir o teu ?
porque não saciei o meu desejo,
em espasmos, coloridos gemidos de violinos ?
poema e fotos: poetaeusou
dezembro 15, 2007
dezembro 14, 2007
dezembro 13, 2007
dezembro 12, 2007
dezembro 11, 2007
dezembro 10, 2007
dezembro 09, 2007
>>>> um mimo . . . para vós <<<<
estremeço
ouvindo a tua voz
sereia, mar mulher,
soltando bramidos
nas secretas vagas
rochedo, meu reduto
desnuda, liberta
suspiros encantados,
sonetos, poemas,
de inacabados livros
poema e video: poetaeusou
dezembro 08, 2007
dezembro 07, 2007
dezembro 06, 2007
dezembro 05, 2007
dezembro 04, 2007
dezembro 03, 2007
dezembro 02, 2007
dezembro 01, 2007
>>>>>>>>> " p o e m a n a i f " <<<<<<<<<
sigo as peugadas
feitas por ti,
o mar me chamou
e segredou-me,
não as apaguei
avisei as ondas
para as respeitar
é chão sagrado,
esperei pela maré
de carinho cheia
abracei a maresia
brisa desnudada
na tua procura
corri pela praia
sorriste achada,
fiz … o golpe de asa
trá lálá lálá …
poema e fotos: poetaeusou
novembro 30, 2007
>>>>>>>>> q u e r o - t e <<<<<<<<<
olhar o imenso mar o meu refugio
reinvento em mim novas esperanças
quero-te maré mulher minha ansiedade
meu abrigo da tempestade dos amores
quero cavalgar as ondas do teu corpo
solfejando teus delírios compassados
gemendo nos rochedos dos teus seios
surfando a sofreguidão do ardente cio
poema e foto: poetaeusou
novembro 29, 2007
>este post não tem conotação politica, homenagem a um escritor e amigo, só . o meu lema: sem algemas nem amarras e anti-nada >
38 anos da morte de Alves Redol
escultura de: José Dias Coelho,
o pintor que Zeca Afonso, cantou . . .
A morte saiu à rua num dia assim
o pintor que Zeca Afonso, cantou . . .
A morte saiu à rua num dia assim
Naquele lugar sem nome para qualquer fim
Uma gota rubra sobre a calçada cai
E um rio de sangue dum peito aberto sai
<<<<>>>>
Alves Redol
29-12-1911 - 29-11-1969
«»
>>>> nunca te esqueço <<<< «» imberbe, foi há um ror de anos, tenho sempre presente, parece que foi “amanhã”, Biblioteca da Nazaré, entro, boa noite meus senhores, o sr. Abel sempre presente, na companhia do seu amigo, Alves Redol, corro para as estantes, ouço uma voz, como te chamas… migo, Zé respondi, e eu António, o que vais escolher ? mais um livro do júlio verne, retorqui. Eu posso indicar um ? pode sr. Redol, eu até agradeço, sabes o meu nome? quem não o sabe na Nazaré . . .vais ler estes, lês um pouco de cada, vais gostar da experiência, e senti um estranho estímulo, quando recebi das mãos de Redol, Os Esteiros, do Soeiro Pereira Gomes e Quando os Lobos Uivam, de Aquilino, ouvindo estas palavras, Zé, os lobos não são aqueles que estás a pensar, esses em que pensas, só atacam com a fome, cuidado com os outros com duas pernas, os insaciáveis.
*
“ Amigo Redol, encontrei muitos lobos de enormes bocarras … e hoje tenho a capacidade de ler quatro/cinco, livros em simultâneo”
*
> uma parte da obra de Redol < «» gaibéus, marés, os avieiros, fanga, anúncio, reisnegros, porto manso, horizonte cerrado, os homens e as sombra, vindima de sangue, olhos de água, a barca dos sete lemos, o cavalo espantado, barranco de cegos, o muro branco,
e,
uma fenda na muralha,
Alves Redol quis ver “in loco”, foi á pesca, no barco do mestre Zé Peixe, caiu uma borrasca, grande tormenta, o tio Zé Peixe tremeu com tamanha responsabilidade de ter a bordo o seu
amigo Redol, quis aproar a Peniche na altura, um porto mais seguro, confrontado Redol apenas disse, mestre sou apenas mais um camarada que está a bordo, vamos para a Nazaré.
O mar da Nazaré, prestou homenagem aos pescadores que engoliu durante séculos, e fez uma MURALHA entre o barco e o areal nazareno, fazendo sentir na pele de Redol, o quanto era desumana a forma como os pescadores ganhavam o seu sustento, mas . . . quem dirigia o barco era um mestre que respeitava o mar, Zé Peixe, esperou, esperou, pelo intervalo das 7 ondas, respeitou o mar, no chamado raso, enquanto o mar se espreguiçava, aproou ao areal, levando Redol a gritar, mestre Zé Peixe, isto é uma autentica fenda na muralha ...
29-12-1911 - 29-11-1969
«»
>>>> nunca te esqueço <<<< «» imberbe, foi há um ror de anos, tenho sempre presente, parece que foi “amanhã”, Biblioteca da Nazaré, entro, boa noite meus senhores, o sr. Abel sempre presente, na companhia do seu amigo, Alves Redol, corro para as estantes, ouço uma voz, como te chamas… migo, Zé respondi, e eu António, o que vais escolher ? mais um livro do júlio verne, retorqui. Eu posso indicar um ? pode sr. Redol, eu até agradeço, sabes o meu nome? quem não o sabe na Nazaré . . .vais ler estes, lês um pouco de cada, vais gostar da experiência, e senti um estranho estímulo, quando recebi das mãos de Redol, Os Esteiros, do Soeiro Pereira Gomes e Quando os Lobos Uivam, de Aquilino, ouvindo estas palavras, Zé, os lobos não são aqueles que estás a pensar, esses em que pensas, só atacam com a fome, cuidado com os outros com duas pernas, os insaciáveis.
*
“ Amigo Redol, encontrei muitos lobos de enormes bocarras … e hoje tenho a capacidade de ler quatro/cinco, livros em simultâneo”
*
> uma parte da obra de Redol < «» gaibéus, marés, os avieiros, fanga, anúncio, reisnegros, porto manso, horizonte cerrado, os homens e as sombra, vindima de sangue, olhos de água, a barca dos sete lemos, o cavalo espantado, barranco de cegos, o muro branco,
e,
uma fenda na muralha,
Alves Redol quis ver “in loco”, foi á pesca, no barco do mestre Zé Peixe, caiu uma borrasca, grande tormenta, o tio Zé Peixe tremeu com tamanha responsabilidade de ter a bordo o seu
amigo Redol, quis aproar a Peniche na altura, um porto mais seguro, confrontado Redol apenas disse, mestre sou apenas mais um camarada que está a bordo, vamos para a Nazaré.
O mar da Nazaré, prestou homenagem aos pescadores que engoliu durante séculos, e fez uma MURALHA entre o barco e o areal nazareno, fazendo sentir na pele de Redol, o quanto era desumana a forma como os pescadores ganhavam o seu sustento, mas . . . quem dirigia o barco era um mestre que respeitava o mar, Zé Peixe, esperou, esperou, pelo intervalo das 7 ondas, respeitou o mar, no chamado raso, enquanto o mar se espreguiçava, aproou ao areal, levando Redol a gritar, mestre Zé Peixe, isto é uma autentica fenda na muralha ...
<<<<>>>>
para Redol
poema de: António Salvado
*
barcos sem rios os gaibéus desciam
nas veias do silencio e da revolta
e era a viagem de nenhum regresso
na secura dos lábios renasciam
sementes do granito das origens
ou corações de xisto nas lezírias
distantes da saudade e do exílio
e era a viagem de nenhum regresso
levavam no seu rosto esse destino
em fome e nos seus olhos a tristeza
vivia sangue o pranto que se ouvia
pela noite tão longa do seu canto
( desciam até onde não sabiam
qual a viagem do nenhum regresso )
*
poema de: António Salvado
*
barcos sem rios os gaibéus desciam
nas veias do silencio e da revolta
e era a viagem de nenhum regresso
na secura dos lábios renasciam
sementes do granito das origens
ou corações de xisto nas lezírias
distantes da saudade e do exílio
e era a viagem de nenhum regresso
levavam no seu rosto esse destino
em fome e nos seus olhos a tristeza
vivia sangue o pranto que se ouvia
pela noite tão longa do seu canto
( desciam até onde não sabiam
qual a viagem do nenhum regresso )
*
poema: António Salvado
texto de: poetaeusou
texto de: poetaeusou
novembro 28, 2007
novembro 27, 2007
novembro 26, 2007
novembro 25, 2007
novembro 24, 2007
»»»» o teu gosto ««««
nada me impede
de gritar ao vento
o vazio esculpido
pela tua ausência
constante sofrer
por não saborear
o mar do teu gosto
desconsolos amargos
de convulsos espasmos
poema e fotos: poetaeusou
novembro 23, 2007
novembro 22, 2007
Subscrever:
Mensagens (Atom)
